A Visão desta semana oferece o segundo de dois volumes de um manual explicativo do Acordo Ortográfico.
Índice do 2º volume:
- Trocado por miúdos [exemplos de aplicação]
- Agora sem ajuda [exercícios]
- História da ortografia
- Polémica
"A força motriz da língua francesa hoje em dia, com origem em todas as suas bases pelo mundo fora, é de tender para uma inclusão das diferenças na língua. O resultado é a possibilidade crescente de uma atmosfera nova e muito positiva em torno do Francês, por exemplo em África."
"São precisamente as diferenças locais, nacionais e hemisféricas dentro da língua espanhola que lhe conferem uma força crescente. As diferenças nutrem-se mutuamente. A criação do Dicionário da Real Academia Espanhola, em cooperação com as Academias de língua espanhola em todo o mundo, tinha como objectivo incluir todas essas diferenças."
sou português, cidadão da Língua. sigo o Acordo Ortográfico.
as duas únicas boas razões para se ser contra a nova ortografia da Língua Portuguesa são a ignorância e a preguiça. todas as outras são piores.
hoje até concordo com aqueles que andam para aí a dizer que o grande Fernando Pessoa nunca concordaria com a nova ortografia. e têm toda a razão. o Fernando Pessoa não concordaria. era um aristocrata, levemente monarchico. vejam lá que nem sequer concordou com a ortografia de 1911, que eles tanto defendem. é que ele defendia a ortographia archaica. ponto final. paragrapho.
esqueça-se o chauvinismo, a xenofobia e o colonialismo recesso e arrogante, e a importância da nova ortografia impõe-se por si mesma. na verdade, a força do graçamourismo não está na sua argumentação patética e pseudolinguística, mas na habilidade com que explora o lado mais negro da alma portuguesa.
vi há dias um desses textos muito criativos dos graçamouristas. dizia ele que nós, os adeptos e seguidores da nova ortografia, usamos um Português amputado. usamos, sim senhor, amputado dos pontos negros, verrugas, cravos e tumores ortográficos que o desfeavam e complicavam a leitura da escrita. ainda bem que os amputámos.
La política lingüística panhispánica
En los últimos años [após 1999], la Real Academia Española y las veintiuna [21] Academias de América y Filipinas que con ella integran la Asociación de Academias de la Lengua Española vienen desarrollando una política lingüística que implica la colaboración de todas ellas, en pie de igualdad y como ejercicio de una responsabilidad común, en las obras que sustentan y deben expresar la unidad de nuestro idioma en su rica variedad: el Diccionario, la Gramática y la Ortografía. Continuar a ler aqui
O plano de atualização ortográfica dos livros escolares, atualmente em curso, terminará no ano letivo de 2014/15, disse à agência Lusa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Miguel Freitas da Costa.
"O plano acordado em 2010 com o Ministério da Educação está a ser cumprido dentro dos prazos", garantiu, numa referência ao acordo negociado entre os editores e o MEC, segundo o qual os manuais escolares vão sendo atualizados ortograficamente até ao ano letivo de 2014/15, permitindo a coexistência das duas grafias.Fonte: RTP
1º - Porque não somos donos da língua portuguesa. Existem cerca de 225 milhões de lusófonos e nós, em Portugal, somos apenas 10 milhões.
Fundámos a sociedade, mas detemos só 5 por cento das acções. Queremos mandar em quem? Esse notável instrumento de comunicação representa, a par das Descobertas, um dos nossos maiores legados para a cultura universal. Criámo-la, mas constituímos uma minoria das pessoas que a falam. Ela é já muito maior do que nós. Fernando Pessoa, cidadão da palavra, compreendeu isto quando afirmou, há um século: “A minha Pátria é a Língua Portuguesa”.
2º - Porque considero necessário e útil um instrumento regulador.
As línguas são vivas e tendem a diversificar-se em cada dia que passa. Basta pensarmos no crioulo de Cabo Verde e lembrar os escritos de Mia Couto.
As pressões de outros países sobre os PALOPs não vão deixar de crescer e hão-de ter também repercussão linguística.
Dentro em breve, com acordo ou sem ele, os livros escolares dos PALOPs serão feitos no Brasil, onde os custos de produção são mais reduzidos. As telenovelas brasileiras constituem um instrumento poderoso de divulgação da língua. Não somos suficientemente competitivos nessa área.
Quer nos agrade, quer não, se a língua portuguesa perdurar no mundo, será na versão brasileira.
3º - Porque considero melhor existir um mau acordo do que não haver nenhum e deixar a língua à solta, sem nenhum mecanismo que tente, ao menos, regulá-la. São necessárias directrizes que exerçam um papel de contenção e de estruturação nas variantes que estão a nascer espontâneamente, um pouco por toda a parte.
E, tanto quanto sei, o acordo nem é assim tão mau. Não sou linguista e mal me atrevo a meter a foice nesta seara mas, a meu ver, boa parte das alterações propostas vem apenas apressar uma evolução que iria ter naturalmente o mesmo resultado, anos mais tarde. Para que servem as consoantes mudas ou não articuladas?