fevereiro 20, 2012

Grupo Media Capital Adota o AO

A partir de hoje, 20 de fevereiro, os meios do grupo Media Capital abandonam a ortografia antiga e adotam o Português Grande.

Entre outros, estão incluídos o portal IOL, a TVI, a TVI24, o MaisFutebol e a Agência Financeira.

Atendendo à abrangência e ao peso dos meios envolvidos, o dia de hoje é um marco importante para a divulgação e familiarização do cidadão comum com a simplificação ortográfica em curso.






fevereiro 19, 2012

Jornal de Notícias; a pronúncia do norte ficou maior

O JN adota o AO a partir de hoje, 19 de fevereiro.

A pronúncia continua a ser do norte, mas agora escreve-se em Português Grande.


fevereiro 15, 2012

Não-Notícia: "Movimento de Oposição ao Acordo Ortográfico Cresce em Várias Frentes"

O Público, diário português fincado no ghetto linguístico, tomou conhecimento de quixotescas verdades, imaginou quixotescamente que eram fiáveis, e emitiu quixotescas opiniões em forma de notícia.

Por sua vez, D.Quixote viu ao longe moinhos de vento, imaginou que eram gigantes e partiu a combatê-los.

Pedro Santana Lopes em Português Grande


Extratos de artigo de opinião de Pedro Santana Lopes publicado no Sol de 13 de fevereiro de 2012 (link).
"Não tenho qualquer hesitação em afirmar que é do mais alto interesse nacional que este acordo [AO] seja assumido por toda a comunidade que se exprime oficialmente em português. 
Há muitas pessoas que se esquecem do esforço que outros países têm feito para levar outros países nossos irmãos para as respectivas esferas de influência cultural. Estadistas e governantes de formação e ideologia distintas, como Cavaco Silva e Mário Soares, tiveram a noção profunda dessa relevância.
Portugal já perdeu muito tempo, muitas oportunidades, muito dinheiro, muita influência, por se envolver em polémicas estéreis. Nós temos uma identidade cultural com quase um milénio, e não é por mudarem algumas regras ortográficas que essa matriz se dilui.
Temos de estar orgulhosos por falarmos a mesma língua – que é a língua oficial de centenas de milhões de pessoas, tendo estado uma escassa mão-cheia de milhões na origem dessa epopeia cultural.
[...]
A matéria respeita a Portugal e não a um só Governo. Muitos trabalharam para que fosse possível. No que se refere ao Governo que liderei, recordo uma importante cimeira da CPLP em que se deu mais um passo significativo, e na qual participaram Jorge Sampaio, então Presidente, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, António Monteiro. Mas António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates e tantos outros também lutaram por esta causa.
Podia dar outros testemunhos do modo como se faz sentir a importância de pertencermos a uma comunidade que partilha a mesma língua oficial. Mas não cabem neste espaço.
Portugal continua a mesma Pátria, apesar de já não se escrever como [no século 19]. A língua portuguesa continuará a ser a ‘língua de Camões’, mas também a de todos os outros poetas que se exprimiram, exprimem e exprimirão em português." 

Posts com referência ao Acordo Ortográfico no blog de Pedro Santa Lopes: http://pedrosantanalopes.blogspot.pt/2010/07/coerencia.html http://pedrosantanalopes.blogspot.pt/2008/01/notas-breves-cultura.html http://pedrosantanalopes.blogspot.pt/2007/08/o-acordo-ortogrfico-que-tive-honra-de.html


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fevereiro 12, 2012

Edite Estrela em Português Grande

Extrato de mensagem no Facebook de Edite Estrela publicado a 2012fev11:

Sou a favor do acordo ortográfico, porque simplifica e moderniza a ortografia do português (o que facilita a sua aprendizagem) e porque acaba com a singularidade de termos a única língua com dupla ortografia.
A nova ortografia favorece a pro...moção internacional da língua portuguesa. A abolição das consoantes mudas não interfere com a pronúncia das palavras. Repare que escrevemos colação e pronunciamos o a aberto [á], porque havemos de precisar de escrever colecção para pronunciarmos o e aberto [é]? E embora se escreva do mesmo modo (pregar) pronunciamos a vogal [é] se for "pregar um sermão", mas pronunciamos [e] se for "pregar um prego".
Transcrevo o que escrevemos na introdução do nosso livro "Saber usar a nova ortografia": 
"Em Portugal, o tema da ortografia foi sempre polémico. Mal se fala em mudar acento ou consoante, um hífen que seja, começa meio mundo a protestar, em defesa da conservação, e outro meio a bater-se pela alteração. A querela ortográfica não é de ontem nem de hoje. A ortografia não é um território de consenso fácil. 
As mudanças ortográficas interferem com os hábitos de escrita de cada falante, mexem com automatismos adquiridos em anos de prática e perturbam as rotinas. Acresce que o falante tem uma vinculação afetiva muito forte com a sua língua materna, entendida como um bem precioso que a todos diz respeito." 
Mensagem integral aqui.


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fevereiro 08, 2012

Rui Tavares em Português Grande


Extratos de artigo de opinião publicado no Publico de 06 de fevereiro de 2012. Ligação para o artigo aqui, nesta data sem conteúdo. O original do artigo pode ser lido no blog do autor aqui.
"Salvé, Vasco Graça Moura, insigne auctor que desafiaste o dictame do governo e reintroduziste a escripta antiga no teu Feudo Cultural de Belém! [*] Povo português, imitai o exemplo deste Aristides Sousa Mendes das consoantes mudas, como lhe chamou o escriptor e traductor Jorge Palinhos. Salvai as sanctas letrinhas ameaçadas pela sanha accordatária.
Mas ficai alerta, portugueses! As consoantes mudas são muitas mais do que julgais! O “c” de actual e o “p” de óptimo são apenas os últimos sobreviventes de um extermínio secular que lhes moveram os medonhos modernizadores da escripta. Há que salvar agora estas pobres victimas, até à septima geração."
Acolhei-as pois a todas, portugueses, recolhei-as agora em vossos escriptos como a inocentes ameaçados por Herodes."
[*] Referência às notícias que tornaram pública a intenção do recém indigitado dirigente do CCB de anular a aplicação do AO naquela fundação.



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janeiro 22, 2012

Óscar Mascarenhas em Português Grande


Extratos da coluna do Provedor do Leitor do Diário de Notícias, Óscar Mascarenhas, publicada a 21 de Janeiro de 2012 (link):
"Mosquitos por cordas. De entre as mais patuscas expressões da coloquialidade portuguesa, esta é a que melhor descreve, a meu ver, a nova querela dos universais em que está envolvida a nata dos bem-pensantes do burgo: o Acordo (ou desacordo) Ortográfico.
Uma cena com "tantos ferros, tantos golpes, tanto sangue a espadanar", como não havia desde a Tomada de Lisboa no livro da (minha) terceira classe e de cujo autor se guardou tão recatado quão misterioso silêncio em matéria de identidade - havia de sobrar para mim.
[...]
[N]ão me venham com fidelidades às nossas professoras porque há muito que as traímos - eu sempre a contragosto - quando aceitámos uma outra reforma ortográfica, que veio de pantufas não sei quando e nos mandou deixar para trás o critério fonético da ortografia, partindo do princípio que "toda gente" sabe pronunciar as palavras, pelo que não é preciso estar com muitos rigores. [*] Essa sim, foi a reforma que desfigurou a nossa ortografia - mas onde estavam os que deviam protestar e me deixaram (ainda hoje) vox clamantis in deserto?
O atual Acordo segue a mesma lógica do outro - o de pantufas - só que é mais fonético, por assim dizer, escrevendo-se as palavras como são pronunciadas. A escrita fica por vezes parecida com a dos Patos Donalds da nossa infância? Que mal tem? Até dá saudades, bem vistas as coisas.
Não creio que se possa falar em descaracterização da língua: as palavras são as mesmas, a construção não foi alterada, o instrumento de raciocínio e de comunicação está intacto. É apenas uma convenção sobre a forma."

[*] Nota do blog: o autor refere-se por certo às reformas ortográficas de 1945 e 1973.

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janeiro 02, 2012

Ano Novo, Vida Nova na Comunicação Social

A SIC, o DN e A Bola escolheram o 1º de janeiro para abandonar o ghetto ortográfico e adotar o AO.

É uma boa maneira de começar o ano.




janeiro 01, 2012

2012, o 1º Ano em Português Grande

Em 2012 assistiremos à generalização da aplicação do AO em Portugal. As causas determinantes desta esperada deslocação ortográfica em larga escala, são:
- a legislação nacional e europeia passam a ser redigidas nos termos da norma ortográfica internacional acordada em 1990, como aqui referimos;
- a administração pública adota massivamente o AO nas suas comunicações internas e externas, o que inclui a atualização generalizada dos corretores ortográficos em uso nas entidades da administração direta e indireta do Estado;
-as crianças nos anos iniciais de escolaridade começam a conhecer apenas a ortografia atualizada; o AO já está a ser aplicado no ano letivo em curso; no ano letivo de 2012/13 serão poucos os manuais escolares ainda escritos na ortografia antiga;
-a maioria dos órgãos de comunicação social adotará o AO no ano;
-a legendagem de filmes e de programas em língua estrangeira passa a ser feita exclusivamente nos termos da nova normativa ortográfica, o que já vai sendo cada vez mais frequente nesta data.

Num país em que a economia encolhe e a população diminui, faz bem à nossa autoestima saber que falamos uma Língua com dimensão mundial que cresce, se fortalece e dignifica pelo derrube dos muros impostos pelo apartheid linguístico.